Cirurgia ortognática: o que é e como é feita a recuperação

Cirurgia ortognática é o nome dado ao processo de correção e reposicionamento dos ossos da mandíbula, que, consequentemente, impactam no posicionamento dos dentes, sendo capaz de restabelecer a harmonia facial.

Esse procedimento é indicado em casos onde existe uma assimetria óssea, capaz de prejudicar no paciente as funcionalidades bucais desde a mastigação até a respiração, além de incômodos frequentes causados por esse desalinhamento.

Entre as condições mais comuns para realização da cirurgia ortognatica estão:

  • Diferentes tipos de anomalias ósseas ou dentofaciais;
  • Disfunções temporomandibulares (ou DTM);
  • Mordida aberta;
  • Mordida cruzada;
  • Protrusão mandibular;
  • Prognatismo e retrognatismo.

Essa técnica é mais recomendada para adultos, visto que para crianças a primeira recomendação é tratar a maioria dessas condições com o uso de aparelhos ortodônticos e ortopédicos.

Já no caso de alguns adultos, que por não conhecerem esse procedimento possam pesquisar por valor de extração de dente, o tratamento apenas do aparelho ortodôntico já não se faz mais eficiente, sendo necessária a realização da cirurgia para correções mais precisa.

Tipos de cirurgia ortognática

Ainda pensando neste procedimento, cada vez mais recomendado, existem três tipos de cirurgia ortognática, também conhecidas como três classes, sendo elas:

  1. Cirurgia Ortognática Classe I

Essencial para referenciar as outras classes, a cirurgia ortognática classe 1 caracteriza o procedimento indicado para os pacientes que possuem pequenas imperfeições ou deformidades nos ossos faciais, mas que contam com a mandíbula e o maxilar corretamente posicionados.

  1. Cirurgia Ortognática Classe II

Nesse caso, a arcada dentária superior dos pacientes fica à frente da inferior, passando a sensação de “queixo para trás”, o que gera uma desarmonia facial.

A causa desse desvio pode ser tanto por conta do excesso de crescimento do maxilar superior ou por causa do pouco desenvolvimento do maxilar inferior, e em alguns casos, uma junção dos dois.

Nessa cirurgia, o maxilar superior e a mandíbula são ‘’soltados’’, se fixando em posições corretas através de placas e parafusos de titânio.

  1. Cirurgia Ortognática Classe III

Esse tipo de cirurgia é indicado para pacientes que têm o ‘’queixo pra frente’’, onde a arcada dentária inferior fica à frente da superior, passando esse aspecto e sendo o oposto da Classe II, já que as causas podem ser tanto o pouco desenvolvimento do maxilar quanto o excesso de crescimento da mandíbula.

A cirurgia também é feita de forma similar à Classe II, e em ambos os casos, o procedimento tende a durar em torno de 2 a 3 horas, sendo realizado de forma intra-oral.

Recuperação da cirurgia

A recuperação total pós-cirurgia pode levar de 6 a 12 meses, sendo geralmente simples e tranquila, assim como em outros procedimentos como a colocação de prótese dentária fixa, onde podem ser sentidos pequenos incômodos durante os primeiros dias.

Contudo, na cirurgia ortognática em específico, alguns pacientes também podem notar inchaço facial, um pouco de dor e uma leve dificuldade na hora de abrir e fechar a boca, impactando na mastigação e na escovação no período de adaptação.

Existem alguns cuidados pós-cirurgia importantes a serem aplicados na rotina, como repousar corretamente nas primeiras 2 a 4 semanas, evitando esforços físicos e tabagismo (ambos interferem na cicatrização e podem aumentar o risco de infecções), além de tomar os remédios (se forem indicados) nos horários certos.

Também é essencial redobrar os cuidados na hora da escovação, evitando movimentos intensos e utilizando uma escova de dentes de cerdas macias, frequentemente recomendada por profissionais em consultórios de odontologia.

Nesses mesmos consultórios é possível encontrar informações sobre implante dental quanto custa, procedimentos como próteses e colocação de aparelhos, outros tipos de cirurgia como a bucomaxilofacial, reforçando que as visitas ao dentista devem ser feitas num intervalo de seis meses para garantir orientações e checagens na saúde bucal.

Também é recomendado pelos médicos após a cirurgia fazer fisioterapia para diminuir a dor e o inchaço local e, com o tempo, movimentar a articulação temporomandibular para facilitar a abertura da boca, consequentemente facilitando a mastigação.

A recuperação varia de paciente para paciente, em casos de sintomas como febre, dor intensa que não melhora na primeira semana, vermelhidão, sangramentos e sinais de alerta, é importante consultar o cirurgião imediatamente ou procurar o atendimento médico mais próximo, para avaliação e indicação do tratamento mais adequado nesses casos.

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