7 principais tendências tecnológicas para o mercado IoT em 2022

Dicas de investimentos levam em consideração os avanços esperados pelo mercado brasileiro e mundial

Por Lucio Netto*

De acordo com as tendências da consultoria Gartner, a Internet das Coisas estará presente em 95% dos eletrônicos nos próximos anos. Com isso, o interesse e a demanda por produtos habilitados para a combinação de gerenciamento, controle e monitoramento crescerão rapidamente. O cenário serve como dica para que todo o fornecedor, no mínimo, faça planos para implementar a IoT em seus produtos levando em consideração as novas oportunidades e necessidades do mercado.

1.Crescimento de novas tecnologias com 5G

O 5G, que será implantado no Brasil já a partir deste ano, traz inúmeras oportunidades e vai acelerar o crescimento econômico e a produtividade em diversos setores com novos modelos de negócios. O lançamento da tecnologia 5G favorece a implementação dos dispositivos IoT, pois torna as conexões mais rápidas, móveis e resilientes. O mercado 5G deve faturar R$ 4 bilhões no Brasil já em 2022. Já no ano seguinte, 2023, esse faturamento deve triplicar, segundo pesquisa da consultoria Bain & Company.

Mesmo diante das potencialidades do 5G, existem opções já disponíveis no mercado de novas tecnologias disruptivas que permitem rápida criação de ecossistemas IoT, perfeitamente adequados a comunicação máquina-a-máquina para telemetria (envio de dados) de sensores. Neste sentido as redes LPWAN oferecem uma excelente oportunidade, uma vez que entregam uma ampla cobertura de rede (uma antena pode cobrir dezenas de km) e agregam a conexão de milhares de dispositivos IoT.

  1. Connected Workers

Dispositivos IoT para segurança no trabalho – Os acidentes de trabalho ainda são um grave problema no Brasil. Em todo o mundo, um trabalhador (ou uma trabalhadora) morre a cada 15 segundos ou por doença laboral ou por fatalidade no emprego. Aplicações com uso de sensores são capazes de prevenir acidentes de maneira expressiva. Por meio de crachás com sensores embarcados, por exemplo, é possível monitorar o ambiente e prover a geolocalização de pessoas em plantas industriais. Esse mecanismo traz para as empresas suporte no controle de permanência em áreas restritas ou de risco, fazendo com que a segurança tenha a tecnologia como aliada.

Além disso, soluções como essas podem conter formas de comunicação com os colaboradores em casos de acesso indevido ou alertas de perigo, por meio de vibração ou acionamento de leds presentes no dispositivo. Da mesma forma, o colaborador também consegue se comunicar através de um “botão de pânico”, em casos de mal súbitos ou acidentes, o que facilita e agiliza um pedido de ajuda emergencial.

Dispositivos IoT para produtividade do trabalhador – Wearables IoT tais como Pulseiras Inteligentes também poderão servir para análise de movimentos das mãos com o objetivo de determinar o início e fim (tempo de execução) de uma atividade de montagem de peças na linha de produção automotiva ou monitoramento de padrão de atividades repetitivas.

Estes dispositivos permitem identificar tendências do comportamento do operador na linha de montagem. Ou seja, os dados coletados com o uso das Smartbands ajudam na detecção e análise do tempo de ciclos identificando os períodos de execução que ultrapassaram o padrão pré-definido e as etapas que estavam gastando mais tempo que as outras. Com os resultados obtidos é possível apontar as oportunidades de melhorias na execução das atividades na linha de produção.

  1. Cibersegurança para dispositivos IoT

Apenas no 1º trimestre de 2021, foram 3,2 bilhões de ataques cibernéticos no Brasil. E sabemos que o fato de conectar milhares de dispositivos através da Internet das Coisas aumenta ainda mais as oportunidades para os invasores, tornando o ambiente na rede ainda mais crítico e vulnerável. A preocupação com a segurança dos dados e as invasões a dispositivos IoT é um dos grandes dilemas que teremos que enfrentar. O volume crescente de dispositivos conectados também aumentará o volume de ataques hacker na mesma proporção.

Em meio a efervescência tecnológica, os operadores do Direito encaram diversos desafios na questão regulatória de infraestrutura para o 5G e na proteção de dados, pois envolverá uma quantidade grande de conexões, recepcionando e disseminando dados. Sobre a regulação, precisa ser sopesado o fato de que a velocidade e eficiência dos dados devem estar em conjunto com a proteção de dados, o que está diretamente ligado à segurança e mecanismos de combate à invasão hacker.

  1. Tecnologias IoT para cidades inteligentes

As cidades inteligentes são um desafio para os gestores urbanos. Em dezembro, por exemplo, o Insper abordou o tema no curso Gestão de Mandatos Municipais, cujos alunos eram prefeitos e vereadores brasileiros. O uso da tecnologia da informação a favor dos cidadãos, das empresas e dos governos seguirá avançando em 2022. Novas tecnologias, como veículos elétricos e redes de internet das coisas, exigem uma infraestrutura praticamente inexistente na maioria das cidades brasileiras. Mas smart city não é um conceito restrito às demandas dos novos produtos de consumo. A administração das cidades inteligentes depende da colaboração entre secretarias, departamentos, agências e organizações, em busca da governança de dados. O gerenciamento eficaz dos dados corporativos resulta em melhores serviços aos cidadãos, além de gerar sustentabilidade ambiental, social e econômica.

A consultoria Deloitte elaborou uma lista de tendências que as cidades podem seguir para se tornarem mais inteligentes, sustentáveis e resilientes, respeitando as características locais. Do ponto de vista tecnológico, destacam-se: comunidades digitais de saúde preventiva; ecossistema de inovação digital para atrair talentos por meio da combinação de elementos físicos e digitais; uso de dados sobre resíduos, água e energia para obter edifícios e infraestrutura inteligentes e sustentáveis; operações e processos da cidade automatizados, com uso de inteligência artificial, e planejamento baseado em dados; e cibersegurança e conscientização sobre a importância da privacidade de dados.

  1. Blockchain, IoT e NFT

A versatilidade é um dos apelos da blockchain, segundo a empresa de pesquisa Grad View. Ele pode ser usado em aplicativos de pagamentos bancários, finanças e comércio internacional, com segurança de alto nível, processamento em tempo real e transferências mais ágeis. Esse mercado é impulsionado pelo aumento de transações online, pela digitalização de moeda, pelos portais de pagamento online, pelo crescente interesse do setor bancário, de serviços financeiros e de seguros e pela aceitação das criptomoedas por um número cada vez maior de comerciantes.

Outro conceito que vem com força em 2022 são os tokens não fungíveis (NFT, da sigla em inglês), ativos digitais com direitos de propriedade verificados que são armazenados em blockchains. Os NFTs movimentam 2 bilhões de dólares por mês, segundo levantamento do banco JPMorgan.

  1. Rede IoT LoRaWan

A partir do uso da Blockchain, cresce no Brasil a adesão ao uso de redes LoRawan para criação de redes IoT descentralizadas e com capacidade de mineração de criptomoedas. Hoje, a Helium Network tem cobertura em mais de 34.096 cidades e 161 países graças a quase 450.000 Hotspots implantados pela comunidade. Aproximadamente 3.000 Hotspots estão sendo adicionados a cada dia e mais de 5.000 novas cidades são adicionadas a cada mês. Em 2022 está previsto ultrapassar bem mais de 1 milhão desses Hotspots.

  1. Metaverso

Quando falamos em tecnologia e futuro, não podemos deixar de mencionar o “Metaverso”, idealizado pelo Facebook, cujo objetivo é trazer o mundo persistente, no qual se fazem negócios e se tem uma vida social, ao mundo virtual. Ou seja, a experiência trazida pelo Metaverso deve transformar o consumo totalmente e, desta forma, as empresas precisarão repensar todo o seu ambiente de TI, uma vez que isto será consumido em outra dimensão. Diversos setores serão impactados. No varejo, por exemplo, é possível imaginar o consumidor no ambiente virtual experimentando uma roupa e testando como ela ficaria no corpo. É evidente que o digital é o novo campo de batalha para as organizações que precisam, cada vez mais, marcar presença neste universo. É preciso olhar para o universo digital com a característica do Metaverso, pensando em um local onde as empresas disputam a atenção do cliente.

Lucio César Ferreira Netto* – Sócio-fundador da Phygitall

Sobre a Phygitall

A Phygitall é uma empresa de Internet das Coisas que desenvolve tecnologia para o mercado da Indústria 4.0 focada no conceito de Connected Workers & People. A companhia, fundada em 2016 pelo engenheiro Gustavo Nascimento e pelo empreendedor Lucio César Ferreira Netto, a Phygitall desenvolve tecnologia para o mercado de internet das coisas (IoT), com foco em indústria 4.0 e transformação digital através do connected worker – pessoas conectadas. Com especialidade nas tecnologias LoRa, Wifi e Bluetooth, a Phygitall emprega tanto o uso de tecnologias emergentes quanto de tecnologias tradicionais que geram conectividade e inteligência às coisas.

Detecção de proximidade entre pessoas, análise de movimentos com pedômetro, botão de pânico e outros tipos de soluções são alguns exemplos do que foi trabalhado pela Phygitall com clientes como a Marinha do Brasil, a Embraer, a Ambev, a Gerdau, entre tantos outros.

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