Como escolher uma cadeira ergonômica: veja passo a passo

Com o trabalho remoto e o uso prolongado de computadores em casa, a cadeira utilizada no dia a dia ganhou protagonismo na rotina de milhões de pessoas. A companheira das longas horas em frente ao monitor pode ser nem sempre percebida, mas os impactos no corpo e na saúde ocupacional se tornam evidentes com o tempo.

Dores nas costas, no pescoço e nos ombros costumam ser queixas recorrentes, e especialistas em ergonomia apontam que, em muitos casos, o problema não está apenas na postura, mas no tipo de cadeira escolhida para trabalhar ou estudar.

Especialistas em ergonomia e profissionais de saúde apontam que a escolha da cadeira correta é um investimento em bem-estar e produtividade, pois algumas características técnicas fazem toda a diferença na hora de evitar dores e lesões.

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Ergonomia: o que isso significa?

Ergonomia é a ciência que estuda a relação entre o corpo humano e os elementos do ambiente de trabalho. Uma cadeira ergonômica, além de ser confortável, ajusta-se às proporções e ao movimento do corpo, permitindo que a postura seja mantida sem esforço excessivo e sem sobrecarregar músculos e articulações.

Uma cadeira ideal deve seguir parâmetros definidos por normas como a NBR 13962, que orienta a fabricação de móveis de escritório, e deve oferecer mecanismos de ajuste que ajudem o usuário a manter posturas confortáveis por longos períodos.

A seguir, veja os principais critérios que devem ser observados na hora de escolher uma cadeira ergonômica, com base nas recomendações de profissionais de saúde.

1. Regulagem de altura é essencial

O ajuste de altura é a primeira funcionalidade que uma cadeira ergonômica precisa oferecer. Ele deve permitir que o usuário apoie totalmente os pés no chão, com os joelhos formando um ângulo aproximado de 90 graus em relação ao assento.

Quando essa posição não é alcançada, por exemplo, quando a cadeira está muito alta, há maior risco de compressão dos músculos das pernas e redução da circulação sanguínea. A altura ideal também ajuda a manter os braços na altura correta em relação à mesa. Os ombros devem ficar relaxados e os cotovelos próximos de 90 graus ao digitar ou usar o mouse. 

2. Encosto com suporte para lombar previne dores

Uma das maiores causas de dor crônica em quem fica sentado por muitas horas é a falta de suporte adequado à região lombar, a parte inferior da coluna. Cadeiras ergonômicas normalmente possuem encostos que acomodam a curvatura natural da coluna, ajudando a manter a postura correta sem exigir esforço exagerado dos músculos.

O encosto também deve permitir flexibilidade, de modo que o usuário possa reclinar-se levemente e alternar posturas ao longo do dia, a fim de reduzir o cansaço e a tensão acumulada. 

3. Apoios de braço reguláveis facilitam a postura

Ajustes nos apoios de braço contribuem para que ombros, braços e mãos fiquem em posições mais naturais e menos tensas. Isso é bem importante para quem digita por longos períodos, pois braços apoiados reduzem a carga nos ombros e tendões. Os apoios devem ser ajustáveis em altura e, de preferência, em largura, permitindo adaptação a diferentes tamanhos corporais e ao espaço de trabalho.

4. A profundidade e o material fazem a diferença

O assento deve ser firme, com espuma de densidade adequada e sem afundar o corpo excessivamente, evitando refrear a circulação ou provocar postura curvada para frente. Recomenda-se que a profundidade permita que os glúteos fiquem bem apoiados, sem que a parte de trás dos joelhos fique pressionada contra a borda do assento.

Tecidos que respiram melhor, como mesh, tendem a ser mais confortáveis em clima de verão ou em ambientes quentes; enquanto os revestimentos sintéticos podem ser mais fáceis de limpar, porém menos ventilados.

5. Certificação e garantia valem a atenção

Além das características físicas do produto, é recomendado checar certificações das normas técnicas no manual do fabricante, bem como a disponibilidade de assistência técnica e um prazo de garantia que indique confiabilidade da peça. Modelos mais simples podem funcionar no curto prazo, mas especialistas ressaltam que a cadeira correta deve durar e manter suporte ao corpo mesmo após meses de uso intenso.

6. Ergonomia vai além da cadeira

A cadeira, embora fundamental, é apenas parte do conjunto ergonômico. A altura da mesa, a posição do monitor, o uso de apoio para os pés e pausas regulares ao longo do dia também influenciam diretamente na saúde postural.

É importante lembrar que o corpo é um indicador importante, quando há dores persistentes por várias semanas é um sinal de que a cadeira não está adequada às suas necessidades.

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